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Tri-campeão de Jiu-Jitsu, Langhi dá aula na Reebok

Michael Langhi, que acaba de ser tri-campeão mundial de Jiu-Jitsu, deu uma aula na Reebok Vila Olímpia no dia 17, que terminou com bate-papo e palavras de elogio entre Eduardo Miranda - professor da modalidade - e o atleta.
"A aula foi excelente, um sucesso", contou a aluna Gentile Maria, elogiando a performance do professor especial do dia. Antes de começar a aula, o lutador contou um pouco da trajetória dele até aqui.
Langhi é de São Carlos, tem 30 anos e mora em São Paulo há 9, quando resolveu deixar o interior em busca de maior qualidade no treino e viver apenas do Jiu-Jitsu.
Rubens Charles, o Cobrinha, foi seu mentor desde o começo. Juntos, eles treinaram e decidiram ir atrás de mais. Hoje, Cobrinha tem uma academia em Los Angeles e continua apoiando o campeão.
Antes de escolher o Jiu-Jitsu, Michael treinava capoeira, o que deu a ele uma boa base. “A capoeira me deu flexibilidade, condicionamento físico e resistência”, explica. “Mas acabei indo para o Jiu-Jitsu e abandonando outras modalidades”.
Tanto empenho fez com que o atleta chegasse à faixa preta em apenas 5 anos. “Hoje não da porque a confederação [brasileira de Jiu-Jitsu] exige certo tempo em cada faixa”, diz Michael.
Além da mudança de faixas, as vitórias em campeonatos importantes também vieram rápido para ele. Com dois anos de treino ele já venceu seu primeiro mundial, quando era faixa azul, em 2004. Quando passou para a faixa roxa, em 2006, ganhou o mundial novamente, o que se repetiu na faixa marrom, em 2007.
Na faixa preta, categoria peso leve, ele conquistou o mundial três vezes: em 2009, 2010 e 2015 – a última vitória, no mês passado, contra seu companheiro de equipe Lucas Lepri.
Desde que entrou nesse mundo, ele teve oportunidade de conhecer diversos países, tanto lecionando quanto competindo. “Morei um tempo em Orlando (EUA) dando aula e já participei de competições ou seminários na Finlândia, Grécia, Itália, Espanha, Alemanha, Portugal, Jordânia e Emirados Árabes”, conta.
Outra oportunidade importante que teve foi treinar com outros grandes atletas, como Sergio Moraes do MMA, participante do reality The Ultimate Fighter Brasil. Também já lutou contra Gilbert Burns, o Durinho – atleta que mais enfrentou na carreira (9 vezes ao todo).
Ele destaca como luta memorável a que venceu o bi-campeonato mundial contra Celsinho Vinícius. “Lutei com uma lesão no ombro, estava até com cirurgia marcada. A luta foi dura, não tinha conseguido treinar como eu gostaria, estava com receio. Vencer foi uma superação pessoal”, conta orgulhoso. Sobre sua luta mais difícil, ele define de maneira simples: “A luta mais difícil é aquela que a gente não ganhou”.
Sobre o esporte
Eduardo Miranda, professor que convidou Michael Lenghi para a aula na Reebok, explicou que o Jiu-Jitsu, como esporte, tem diversos benefícios. “São diversos ganhos físicos: coordenação motora, flexibilidade, consciência corporal, ganho de massa muscular, queima de gordura”.
As vantagens não são limitadas a um grupo de pessoas. “O Jiu-jitsu não é um esporte feito para atletas, ele foi feito para qualquer um se defender de qualquer ataque”, conta Miranda. “Hoje em dia vemos o Jiu-Jitsu esportivo, com kimono, no tatame, mas surgiu para que o mais fraco pudesse se defender do mais forte”.
Então, independente da capacidade física e da flexibilidade das pessoas, quem quiser começar, não precisa de nada. “É melhor ainda começar sem vícios. E não precisa nem de kimono na primeira aula”, brinca o professor.



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